Usar boas imagens e bons textos contribui com 10% para a conversão de utilizadores no facebook. O Neuromarketing pode ajudar com os restantes 90%. Estamos quase todo o dia ligado ao facebook. Ele funciona como um parceiro onde partilhamos, comentamos, gostamos e obtemos grande parte da informação que absorvemos. Isto faz dele o parceiro ideal para comunicar a nossa marca: pela proximidade, confiança e disponibilidade.

Mas fazer anúncios no facebook que tragam pessoas ao site ou impulsionem a compra pode não ser muito fácil. A concorrência e os constantes posts dos nossos amigos que passam na timeline concorrem para obter a atenção dos consumidores. Por isso é necessário criar anúncios que cativem e que levem a ação duma maneira muito, muito forte.

De seguida seguem algumas regras que podemos seguir. Alguns truques que fazem com que os cérebros das pessoas reajam de maneira muito positiva aos estímulos dos anúncios.

1 – Usar Caras e Sorrisos Para Criar Um Relacionamento

Nós vivemos em comunidade pois acreditamos que temos mais hipóteses de sobrevivência. Também acreditamos que quando temos uma pessoa sorridente à nossa frente essa pessoa está mais disposta a ajudar-nos.

Usar caras simpáticas e sorrisos rasgados nos nossos anúncios faz com que o cérebro de réptil dos consumidores (a parte do cérebro que funciona de uma maneira não consciente) se sinta mais atraído e confie mais.

Nunca nos podemos esquecer: as pessoas compram a quem gostam e confiam. Por esta razão colocar pessoas “normais” ou clientes verdadeiros nos anúncios é melhor.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2566458/

2 – Um Grupo Tem Mais Validade Que Uma Só Pessoa

Quando vamos jogar futebol (ou qualquer outro desporto) não gostamos de ser os últimos a ser escolhidos. Todos nós queremos fazer parte de um grupo. Queremos estar integrados.

Por esta razão os consumidores têm mais probabilidade de clicar num anúncio se percecionarem uma marca como uma grande comunidade. Mais ainda: O “cheerleader effect” diz-nos que as pessoas tornam-se mais atrativas quando estão em grupo. Então uma boa ideia é usar grupos de pessoas a sorrir e felizes nos anúncios.

Estas imagens devem ainda ser acompanhadas por uma frase incentivadoras: Em vez de colocar “1 000 consumidores preferem a nossa empresa” devemos dizer: “Saiba porque 1 000 pessoas já confiam na nossa empresa”.

http://pss.sagepub.com/content/early/2013/10/25/0956797613497969.abstract

 

3 – Validação Pessoal

Outro truque bastante conhecido é o de usar uma pessoa conhecida a sugerir a compra dos nossos produtos.

As pessoas tendem a acreditar, valorizar e seguir o que as pessoas de sucesso e famosas fazem.

Fazer um anúncio com uma pessoa famosa a dizer algo como: “da próxima vez que precisar de comprar, faça-o da maneira mais inteligente. Faça-o como eu e tenha o melhor do mundo”

4 – Focar nas Frustrações Que Podem Acontecer

Por uma questão de sobrevivência o nosso cérebro tende a concentrar-se mais naquilo que pode ser prejudicial. Ou seja, reagimos mais depressa ao medo ou à sensação de perda.

Isto significa que podemos fazer anúncios usando esta estratégia e quanto mais certeira for a linguagem usada melhor. Alguns exemplos que podem usar:

“Quer alcançar aquilo que sempre sonhou?” ou “Precisa de poupar mais nas suas compras?”

http://www.amazon.com/gp/product/0471670510?ie=UTF8&tag=thebusinessknowh&link_code=as3&camp=211189&creative=373489&creativeASIN=0471670510

5 – Anúncios Curtos

Os anúncios têm que ser curtos. Nós não temos tempo nem paciência para ler tudo o que os nossos amigos escrevem quanto mais textos longos de uma marca que nem conhecemos bem.

Estudos mostram que quanto mais informação tiver um anúncio menor será a taxa de conversão. As pessoas têm que ver o anúncio e clicar logo. Se pensarem um bocadinho, provavelmente, vão desistir.

Então não esquecer: usar frases pequenas. Não podemos esperar que uma pessoa vá perder todo um minuto para decidir se vai clicar ou não.

http://www.neurosciencemarketing.com/blog/articles/the-tmi-effect.htm

6 – Ativar Todos os Sentidos

Quando conseguimos ativar todos os sentidos o envolvimentos é maior, logo a relação mais forte. O difícil é conseguir fazer com que um simples anúncio consiga ativar todos os sentidos.

Por exemplo associar o nosso produto a um cheiro ou a um alimento colorido (se aplicável) pode fazer crescer água na boca do internauta. É difícil mas se conseguirmos o cliente, provavelmente, nunca esquecerá a marca. Se fizermos um vídeo onde seja possível colocar o som que os nossos produtos fazem (quando alguém os usa) a recordação da marca vai ser muito mais fácil.

Também podemos transmitir sensações: Pessoas felizes ou tranquilas graças ao que os nossos produtos proporcionam.

http://www.inc.com/neil-patel/try-these-3-neuromarketing-tips-you-ll-be-amazed-by-the-results.html

7 – Falar ao Ouvido do Consumidor

Como já vimos o nosso cérebro concentra-se no que é melhor para ele próprio. Então é melhor usarmos as palavras “tu” ou “você” em vez de “eu” ou “nós”.

As pessoas não querem saber acerca de nós, até porque nem nos conhecem. O que nós temos que fazer é, nos primeiros momentos, mostrar algo que pode ser benéfico para elas.

Então algumas frases que podemos usar são: “Você Precisa de Mais Alegria na Sua Vida?”; “Precisas de Poupar Mais?”.

http://www.onlinemeetingnow.com/register/?id=nweod2frmc

8 – Contraste

A imagem é o elemento mais forte de um anúncio ou post no facebook. Mesmo antes do nosso cérebro processar o título ou as frases para a ação já reconheceu e catalogou a imagem.

Pela diferença que provoca o contraste cria um efeito que chama a atenção do consumidor. Este pode ser feito através das cores mas também através de estados de alma: o antes e depois.

Colocar uma pessoa desesperada pois não consegue atingir aquilo que procura vesrus uma pessoa feliz pois tem tudo o que sempre desejou – graças aos nossos produtos, claro – pode ser uma boa maneira de criar bons sentimentos das pessoas em relação à nossa marca.

http://www.marketergizmo.com/what-vince-vaughn-stock-photos-mean-for-visual-content-marketing

9 – Pessoas Reais

90% Daquilo que o nosso cérebro consciente processa são imagens visuais. Assim as imagens usadas têm que ser muito poderosas.

Devemos usar pessoas reais e com quem os consumidores se identificam como sendo parecidas com eles. Estas imagens podem ter um impacto maior do que as mesmas imagens de stock usadas por várias marcas.

Usar a mesma pessoa várias vezes (o responsável da empresa por exemplo) nos anúncios, nos media, no facebook, site e landing page também ajuda a obter uma melhor resposta dos consumidores.

10 – Monitorização

O facebook permite aceder a uma parte chamada insights que nos ajuda a compreender a reação dos consumidores aos nossos anúncios.

A taxa de conversão, a hora do dia, o número de gostos, a quantidade de partilhas e a força dos comentários ajuda a quantificar cada ação que fazemos.

Estude isto e conhecerá muito mais o seu público.

11 – Conclusão

Ação digital não se traduz meramente por colocar coisas no facebook. Se uma empresa realmente quer ter retorno do investimento, quer que a marca ganhe nome e que os potenciais clientes a respeitem deve seguir uma série e preceitos já estudados e identificados.

A colocação de posts no facebook deve ser bem pensada para que o retorno seja o esperado.

Duarte Cardoso

07-12-2015

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